Nele Denise fazia uma abordagem com três histórias infantis entre as quais os Três Porquinhos, fábula inglesa do século XVIII resgatada e transformada em livro pelo escritor Joseph Jacobs e depois em filme por Walt Disney. Denise questiona como teria sido o desfecho da história caso o Lobo Mau tivesse planejado a caça aos porquinhos e nos leva a refletir sobre qual era o problema do Lobo Mau, o objetivo dele ao caçar os porquinhos e que metodologia ele usou.
Ao solicitar que os alunos lessem o texto e comentassem, qual não foi minha surpresa ao constatar que nenhum deles conhecia a história dos Três Porquinhos, que tanto eu tinha ouvido na minha infância, tendo então eu que solicitar que eles pesquisassem primeiro a história.
Fonte: http://videosinfantis.pt/wp-content/uploads/2013/12/porquinhos.jpg
Ao solicitar que os alunos lessem o texto e comentassem, qual não foi minha surpresa ao constatar que nenhum deles conhecia a história dos Três Porquinhos, que tanto eu tinha ouvido na minha infância, tendo então eu que solicitar que eles pesquisassem primeiro a história.
Em um segundo momento pedi que eles pensassem em uma outra história infantil e que dessem um pensamento cientifico a história, procurando o problema, o objetivo, a metodologia que foi usada pelo personagem principalmente o desfecho. Minha surpresa maior foi ver que apesar deles conhecerem as histórias (Rei Leão, Enrolados etc) tiveram dificuldade para extrair esses dados.
No caso dos Três Porquinhos caso o Lobo Mau tivesse pensado críticamente ao invés de agir por impulso, poderia antes tentar descobrir qual o melhor método para derrubar a casa dos porquinhos e saciar a sua fome. Faria uma pilotagem primeiro com diversos tipos de material de construção e veria que o sopro não derrubaria a casa de cimento.
Se usasse o pensamento crítico poderia imaginar a possibilidade do primeiro porquinho correr até a casa do irmão e depois os dois juntos correrem para casa do terceiro irmão e imaginado uma forma de não permitir o porquinho correr, bloqueando o caminho por exemplo.
Teria visto sua capacidade cardiorrespiratória antes de soprar-correr atrás do porquinho-soprar-correr atrás dos dois porquinhos-soprar novamente. Isso nos leva a pensar como pesquisador, será que o Lobo Mau não conseguiu derrubar a casa de alvenaria porque já estava cansado depois de dois sopros e duas corridas?
Poderia ter antevisto as limitações do planejado, inclusive sua queda dentro de uma panela cheia de água quente (risco para o pesquisador).
O resultado poderia ser medido de duas formas:
1) A pressão expiratória máxima exercida pelo Lobo Mau; O Pico de Fluxo Expiratório do Lobo Mau; Capacidade Cardiorespiratória do Lobo Mau; Velocidade do primeiro porquinho no primeiro tiro de velocidade até a casa do irmão; Velocidade dos dois porquinhos até a casa do terceiro irmão; Velocidade do Lobo Mau nos dois momentos; Sensação subjetiva de dispneia pela Escala de Borg dos porquinhos e do Lobo Mau; Temperatura ideal da água para queimar o Lobo Mau.
2) História de vida dos porquinhos; História de vida do Lobo Mau; Percepção dos porquinhos que tiveram a casa destruída pelo sopro do Lobo Mau; Percepção dos porquinhos ao ver a casa de alvenaria não destruída pelo sopro; Percepção do Lobo Mau ao não conseguir destruir a casa com o sopro.
O resultado poderia ser medido de duas formas:
1) A pressão expiratória máxima exercida pelo Lobo Mau; O Pico de Fluxo Expiratório do Lobo Mau; Capacidade Cardiorespiratória do Lobo Mau; Velocidade do primeiro porquinho no primeiro tiro de velocidade até a casa do irmão; Velocidade dos dois porquinhos até a casa do terceiro irmão; Velocidade do Lobo Mau nos dois momentos; Sensação subjetiva de dispneia pela Escala de Borg dos porquinhos e do Lobo Mau; Temperatura ideal da água para queimar o Lobo Mau.
2) História de vida dos porquinhos; História de vida do Lobo Mau; Percepção dos porquinhos que tiveram a casa destruída pelo sopro do Lobo Mau; Percepção dos porquinhos ao ver a casa de alvenaria não destruída pelo sopro; Percepção do Lobo Mau ao não conseguir destruir a casa com o sopro.
Fazer pesquisa é isso. Pensar, imaginar, ter ideias, testar, avaliar, reconstruir caminhos, por a prova, avaliar novamente, discutir os resultados, e levar aos outros o que você fez e no que deu. Sem medo de críticas. Sem medo de dar errado.
Precisamos solidificar a fisioterapia enquanto ciência. Questionarmos a nós mesmos. Por a prova nossos métodos de forma cientificamente correta.
No entanto, em todas as oportunidades que fui chamado a lecionar a disciplina Metodologia da Pesquisa, quer seja em Especializações, Residência Multiprofissional ou mesmo no Mestrado, sinto que para os alunos fazer pesquisa é algo ainda não incorporado no dia-a-dia. É algo extraordinário que fazem por obrigação, para elaborar um trabalho e conseguir aprovação final no curso.
Costumo parodiar o poeta dizendo: Pesquisar é preciso, viver não é preciso.
Fazemos pesquisa desde que nascemos. Aprendemos a andar pesquisando sobre o modo de andar sem nos darmos conta, testando nossas possibilidades, erramos algumas vezes, mas acertando no final.
Convido a cada um de voces a fazerem esse exercício: pensarem em uma historia infantil e buscar a ciência por trás dela.
No entanto, em todas as oportunidades que fui chamado a lecionar a disciplina Metodologia da Pesquisa, quer seja em Especializações, Residência Multiprofissional ou mesmo no Mestrado, sinto que para os alunos fazer pesquisa é algo ainda não incorporado no dia-a-dia. É algo extraordinário que fazem por obrigação, para elaborar um trabalho e conseguir aprovação final no curso.
Costumo parodiar o poeta dizendo: Pesquisar é preciso, viver não é preciso.
Fazemos pesquisa desde que nascemos. Aprendemos a andar pesquisando sobre o modo de andar sem nos darmos conta, testando nossas possibilidades, erramos algumas vezes, mas acertando no final.
Convido a cada um de voces a fazerem esse exercício: pensarem em uma historia infantil e buscar a ciência por trás dela.

Nenhum comentário:
Postar um comentário